A metamorfose de Agenor

Este post foi originalmente publicado no blog Floreada Harmônica, no dia 28/09/14 e sua republicação foi inspirada no dia que seria o aniversário de Agenor, 04/04, que foi essa semana. 😀

Sábado passado (20/set) foi o dia em que eu e meus amigos, numa excursão organizada por um deles, fomos para São Paulo assistir ao musical Cazuza – Pro dia nascer feliz, lá no Teatro Procópio Ferreira.

Sim! O mesmo teatro onde eram gravados os episódios de Sai de Baixo, uma das melhores sitcons do Brasil. \o/

Esse musical é dividido em duas partes com um pequeno intervalo entre elas (esticar as pernas e beber água é sempre bom!). A primeira conta sobre a infância (sua transformação de Agenor em Cazuza), a adolescência, quando montou a banda Barão Vermelho junto com o Frejat, a carreira solo, até chegar no momento, em sua idade adulta, em que vai se tratar da Aids nos EUA. A segunda parte retrata sua convivência com a doença até a morte, mas sem nunca perder o bom humor e sua capacidade de “poetar” a vida. *-*

Não sei desde quando, acredito que desde o ano passado (?) o cenário dos musicais no Brasil tem vivido uma “era de ouro” por conta da encenação das biografias de músicos que alcançaram grande prestígio de crítica e que, até hoje têm uma legião de fãs. Por exemplo, o musical do Tim Maia, da Elis Regina, da Rita Lee (o meu favorito!!), entre outros. Eu particularmente AMO musicais e, tendo a oportunidade de ir assisti-los na companhia dos meus amigos torna a experiência ainda mais incrível.

Consegui assistir aos musicais da Elis Regina, do Rei Leão, da Rita Lee e do Cazuza, que foi o último que pude ver, este ano. Acho tão incrível como os diretores, atores, roteiristas, produtores e quem mais está envolvido nas produções, conseguem passar para a gente a vida desses ícones (fabulosos!) da nossa música nacional da forma mais realista possível sem perder o carinho de fã que eles mesmos possam ter pelos próprios. É UMA HOMENAGEM MESMO. ❤

Só sei que é sempre mágico sentar em nossas cadeiras e ver a arte do teatro criar vida na nossa frente. Os musicais de que falei já acabaram, mas o de nosso “Rimbaud tropical” (hahaha <3) ainda vai estar em cartaz até dia 26/out e… Ah! A classificação é a de 14 anos, pois mostram todos os excessos do Cazuza com sexo, álcool e drogas.

Caso alguém tenha ido, me conte como foi sua experiência se gostou ou não… Sei lá. Hehehe

Abraços!!

PS: Quando fui aos musicais da Elis Regina e do Cazuza, bem no dia os atores dos papeis-título tiveram problemas e não puderam se apresentar. Então vi a performance com os atores substitutos que, cá entre nós, deram um show total! Belíssimas as apresentações deles!!! *-*