A mulher que eu quero ser

Então… Ainda é o mês da mulher e eu queria desenvolver algo bom para lembrar, afinal, esse é primeiro texto sobre esse tema aqui no blog. ❤

No dia, comemorei com todas as minhas amigas e com o pessoal que curte lá a fanpage do blog (se você não conhece, curte lá). J Eu relembrei da origem do feriado, desejei os melhores desejos que consegui pensar e tal, no entanto, não estava encontrando palavras para colocar esse assunto neste meu cantinho.

O que eu poderia colocar aqui que fosse diferente dos bons desejos que, em poucas linhas, consigo expressar?

Tendo essa pergunta como base, minha mente começou a fluir por alguns episódios da minha história: o que vivi, o que senti, o que me ajudou a me tornar essa pessoa com esse jeitinho todo meu de ser….. Até que vieram para superfície algumas lembranças não muito boas. Episódios que me deixaram marcas doídas. Marcas essas com as quais ainda convivo e, vez ou outra, doem um pouco. Por causa do carinho que estou desenvolvendo por mim (um lindo e saudável exercício que convido você a fazer se ainda não o faz), quando essas feridas começam a doer, eu paro um pouco a minha rotina e me atento a elas, para tentar fazer com que elas continuem a sarar.

Sonho com o dia em que essas marcas serão cicatrizes bem fechadinhas e que só me trarão as lembranças do que aprendi com as pessoas que as causaram, mas sem me machucar. Sem doer. Só mesmo as marquinhas, como tatuagens da vida.

Uma das formas que achei que poderia me ajudar na minha cura seria escrever sobre isso. Escrever sempre me ajudou a lidar melhor com meus sentimentos, desafogar minha mente do excesso de pensamentos, materializar coisas que minha criatividade desenvolve, etc e etc. Não é uma atividade que eu pratico todos os dias, mas é algo que eu amo muitão. Sendo assim, pelo bem da mulher que quero ser, eu mereço essa ajuda que o meu cantinho, o meu Sétimo Céu, oferece. ❤

Meus machucados foram feitos de cinco maneiras diferentes, mas, se for parar para analisá-los, eles envolvem três das partes que formam a minha pessoa, partes importantíssimas por sinal: Meu Jeito de ser, a Amizade e o Amor. Alguns momentos da minha vida, juntamente com essas certas pessoas, atentaram contra essas minhas partes. E, na hora, meio que fiquei sem reação ou fiquei tentando me defender ou então percebi que, se reagisse, a situação iria se prolongar ou ficar pior. E a última coisa que queremos quando esses momentos ruins acontecem é que eles piorem.

Tem vezes em que penso se as pessoas que me feriram realmente tinham a intenção de me machucar dessa forma ou então se elas tinham outras intenções ao fazerem o que fizeram e acabou que eu me machuquei com seus atos. Não sei… :/

Tem vezes que renovo o perdão que dei a elas (mentalmente) pensando que, no fundo, elas não sabiam o que estavam fazendo comigo ou com elas mesmas. Tudo o que sei é que nunca saberei o que se passava em seus corações.

Ninguém consegue controlar os próprios sentimentos, mas cada um tem a responsabilidade pelo que vai fazer depois de senti-los. O caráter é o guia nesses momentos. Penso que se aconteceu o que aconteceu foi porque essas pessoas escolheram agir/reagir assim. E não foi nada legal, pelo menos para mim.

Não cheguei a conversar novamente com aqueles que me feriram. Achei e ainda acho desnecessário e também quero me preservar de novas marcas. #SafeAndSound

Sabe, ninguém é perfeito e nem tem a obrigação de vir a ser, mas podemos cuidar para que nossas imperfeições não machuquem os outros e nem a nós mesmos. Podemos cuidar para que nossas qualidades cresçam e nossos defeitos diminuam e, assim, melhorarmos nossa vivência e sermos mais felizes. Podemos cuidar para que, apesar das outras pessoas serem diferentes de nós, a diferença delas não seja motivo para não serem respeitadas no meio em que vivem. E é o que eu venho tentando fazer, além de viver. J

Sempre fui um tipo de pessoa que, apesar da extroversão e alegria (algumas vezes fruto da timidez), tinha (e ainda tem) muitos momentos em que fica introspectiva analisando as vivências e aprendendo com elas para ser cada vez mais sábia e capaz de ajudar quem também precisa de uma “mão”.

Aprendi que para eu sarar desses meus machucados tenho que cuidar deles diariamente até as cicatrizes se fecharem e também que é um exercício eu me lembrar de que eu perdoei essas pessoas pelo que elas fizeram. Algo que também aprendi recentemente é que quanto mais eu falar sobre esses machucados, menos eles doerão. 😉

Eu não acho feio ter cicatrizes como também não acho feia a falta delas, só acho que a presença e a falta delas são diferentes e, por trás disso, existem histórias diferentes que merecem ser conhecidas. Claro que depende da lição que precisamos aprender durante nossa caminhada pela vida. E aprender lições é muito bom para nosso crescimento humano.

E crescer é bom, crescer é saudável… Crescer é lindo! E espero que a mulher que quero ser venha a desabrochar e continuar desabrochando na medida em que minha história se desenvolve e eu vou cuidando de mim. ❤

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