Uma perspectiva sobre respeito e valorização

As férias são sempre bem esperadas e muito boas enquanto duram, mas nós sabemos que, para dar valor a elas, é preciso passar pelo trabalhoso ano escolar e/ou pelo período de trabalho, do mesmo modo que sabemos dar valor à chuva após a seca.

Sou formada em Letras e meu curso me deu habilitação para ser professora de língua portuguesa (amei o meu curso e tudo o que eu aprendi e vivi, mas esse é papo p/ outro post hehehehe). E, apesar de eu não estar em atividade ainda, meus amigos e ~companheiros das letras~ já estão à frente de turmas e passando conhecimento p/ frente e sei que, nesta semana se iniciam suas férias (acho inclusive que começaram hoje), e um assunto, o qual penso muitão, voltou a minha cabeça. Então, hoje vou expô-lo de uma forma um pouco diferente.

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Foto: Pinterest.

Muitas pessoas, inclusive eu, gostam de assistir vídeos no Youtube. E, acho eu, assistem com atenção, os olhos brilham e tudo o mais. Inclusive, no meio das sugestões do próprio Youtube, dos amigos ou mesmo dos familiares, essas pessoas acabam descobrindo vídeos que tratam de temas que elas podem não gostar, mas que, com o tempo, podem passar a gostar e até se interessar a ponto de se identificar.

Em contrapartida, quando estão nas escolas assistindo às aulas, essas mesmas pessoas, mais precisamente as em idade escolar, diversas vezes tratam as aulas e o professores com desleixo, com desinteresse, maltrato (o que já é um nível super preocupante), etc. Não estou generalizando, mas os que fazem isso são muitos, infelizmente.

Poxa vida, pessoal…. Muito triste isso! Chato demais!

Vou abstrair um pouco agora: Fazendo um paralelo da internet com a vida real, percebi que dá p/ enxergar os professores como um ~youtubers~ tentando passar um conteúdo bom para as pessoas. Também percebi que, quando eles estão escrevendo o conteúdo na lousa, eles estão agindo como ~blogueiros~ publicando seus posts.

Perceberam como a vida real e a virtual podem (e muito!) ser semelhantes? É como a arte que imita a vida e vice-e-versa.

Podem não ser aulas superdivertidas, escrachadas ou ~zueiras~, mas eles estão lá na sua frente, na maior parte das vezes apaixonadíssimos pelas disciplinas que estão passando. Enquanto isso, vocês não estão prestando atenção, pois são ~simples~ professores e não uma pessoa famosa falando através de um vídeo no Youtube sobre um assunto que você ama.

Agora pensem um pouquinho e se coloquem no lugar de seus professores…. Tentem olhar as aulas com uma perspectiva diferente…. Os professores e os ~youtubers~ podem estar falando de temas diferentes, mas têm a mesma paixão! Por que vocês dão mais valor à paixão dos youtubers e não as dos professores?

Seria bacana não valorizar uma em detrimento da outra, mas valorizá-las ambas com respeito.

Poxa vida de novo…!

Pensem: Machuca muito você estar tentando passar uma coisa nova e ~apaixonante~ p/ alguém e essa pessoa simplesmente te ignorar. Agora imagina os professores que sofrem isso diariamente…? Ruim, né?

Indo um pouco além: Vemos por aí e ouvimos que o governo é quem não valoriza dos professores. Acho que, na verdade, o problema não é só o governo. São os alunos que, ao invés de respeitarem e se mostrarem abertos ao que o professor tem a dizer, se fecham em si mesmos, em seus grupinhos e em seus celulares. E depois reclamam dos professores e dizem que suas aulas não prestam.

Outra coisa: Em muitas ocasiões aquele professor que você vê cabisbaixo/desestimulado é mais um que cansou de gastar sua energia, saúde e paixão pela disciplina com alunos que agem como ~paredes~.

Tudo bem, ninguém é obrigado a gostar de todas as matérias e ninguém é obrigado a ter aptidão e ser bom em todas as matérias.  Também sei que nenhum professor é santo, entretanto-contudo-todavia os assuntos que estou tratando (com toooodo esse texto) é respeito e abertura ao que o outro tem a nos ensinar. Começando por nossos pais ou responsáveis que cuidam de nós e, logo após eles, os professores.

Então, pessoal, vamos tratar com mais carinho e atenção os professores. Principalmente os desestimulados, pois eles precisam mais. Ok? Ok.

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Foto: Norman Rockwell – Professora (em Pinterest).

Puxa…. Segundo post do blog e já estou ~puxando a sua orelha~… Hehehehe Desculpe, mas em nenhum momento tive a intenção de ofender alguém. Como eu disse, eu queria tratar de um assunto que faz bem p/ todos: respeito e abertura a novos ensinamentos.

Geralmente sou um tipo de pessoa que gosta de tratar de assuntos bons e vê sempre o lado bom de qualquer situação, mas se percebo que é necessário parar e tratar de um assunto importante que pode fazer bem p/ todos no fim das contas, eu paro e trato. Pelo meu bem, pelo seu bem, pelo bem de todos.

E então? Gostou do texto? Qual a opinião de vocês sobre esse assunto? O que vocês têm feito para mudar esse quadro? Me contem aqui em baixo nos comentários.

Abração!

PS1: Esse post foi inspirado nessa publicação – https://www.instagram.com/p/_VbkqID7Sc/ – Sigam a Patrícia também em suas redes socias. 😉

PS2: Não entrei do mérito de falar sobre as ocupações nas escolas, pois esse é outro assunto. Mas mesmo assim deu muito gosto ver alunos que se importam com a escola e a qualidade do ensino fazendo algo por si e pelos outros. Afinal, p/ tudo tem um jeito. 😉

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